terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Efeito Estufa

Definição - Efeito Estufa Natural

Efeito Estufa é um mecanismo natural do planeta Terra para possibilitar a manutenção da temperatura numa média de 15 º C, ideal para o equilíbrio de grande parte das formas de vida em nosso planeta. Sem o efeito estufa natural, o planeta Terra poderia ficar muito frio, inviabilizando o desenvolvimento de grande parte das espécies animais e vegetais. Isso ocorreria, pois a radiação solar refletida pela Terra se perderia totalmente.


A ação do homem e o aumento do efeito estufa artificial

O efeito estufa potencializado pela queima de combustíveis fósseis tem colaborado com o  aumento da temperatura no globo terrestre nas últimas décadas. Pesquisas recentes indicaram que o século XX foi o mais quente dos últimos 500 anos. Pesquisadores do clima afirmam que, num futuro próximo, o aumento da temperatura provocado pelo efeito estufa poderá ocasionar o derretimento das calotas polares e o aumento do nível dos mares. Como conseqüência, muitas cidades litorâneas poderão desaparecer do mapa.


Como é gerado 

O aumento do efeito estufa é gerado pela derrubada de florestas e pela queimada das mesmas, pois são elas que regulam a temperatura, os ventos e o nível de chuvas em diversas regiões. Como as florestas estão diminuindo no mundo, a temperatura terrestre tem aumentado na mesma proporção.

Um outro fator que está aumentando o efeito estufa é o lançamento de gases poluentes na atmosfera, principalmente os que resultam da queima de combustíveis fósseis. A queima do óleo diesel e da gasolina nos grandes centros urbanos tem colaborado para o efeito estufa. O dióxido de carbono (gás carbônico) e o monóxido de carbono ficam concentrados em determinadas regiões da atmosfera formando uma camada que bloqueia a dissipação do calor. Outros gases que contribuem para este processo são:  gás metano, óxido nitroso e óxidos de nitrogênio. Esta camada de poluentes, tão visível nas grandes cidades, funciona como um isolante térmico do planeta Terra. O calor fica retido nas camadas mais baixas da atmosfera trazendo graves problemas ao planeta.


Problemas futuros 

Pesquisadores do meio ambiente já estão prevendo os problemas futuros que poderão atingir nosso planeta caso esta situação persista. Muitos ecossistemas poderão ser atingidos e espécies vegetais e animais poderão ser extintos. Derretimento de geleiras e alagamento de ilhas e regiões litorâneas. Tufões, furacões, maremotos e enchentes poderão ocorrer com mais intensidade. Estas alterações climáticas poderão influenciar negativamente na produção agrícola de vários países, reduzindo a quantidade de alimentos em nosso planeta. A elevação da temperatura nos mares poderia ocasionar o desvio de curso de correntes marítimas, ocasionando a extinção de vários animais marinhos e diminuir a quantidade de peixes nos mares.


Soluções e medidas tomadas contra o aumento do efeito estufa 

Preocupados com estes problemas, organismos internacionais, ONGs (Organizações Não Governamentais) e governos de diversos países já estão tomando medidas para reduzir a poluição ambiental e a emissão de gases na atmosfera. O Protocolo de Kyoto, assinado em 1997, prevê a redução de gases poluentes para os próximos anos. Porém, países como os Estados Unidos tem dificultado o avanço destes acordos. Os EUA alegam que a redução da emissão de gases poluentes poderia dificultar o avanço das indústrias no país. 

Em dezembro de 2007, outro evento importante aconteceu na cidade de Bali. Representantes de centenas de países começaram a definir medidas para a redução da emissão de gases poluentes. São medidas que deverão ser tomadas pelos países após 2012.

Em 12 de novembro de 2014, Estados Unidos e China (maiores poluidores do mundo), assinaram um acordo com metas mútuas, voltadas para a redução da emissão dos gases geradores do efeito estufa.


Curiosidades

- Atualmente, são despejados no ar cerca de 5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (um dos principais gases causadores do efeito estufa) por ano. Só para termos uma base de comparação, há 100 anos atrás eram lançados cerca de 60 milhões de toneladas deste gás anualmente.

- Estudos climáticos recentes demonstraram que a temperatura do planeta Terra aumentou cerca de 0,5°C nos últimos 170 anos. Este aquecimento está diretamente relacionado com o efeito estufa.

- Um aumento de 4ºC na temperatura global, causado pelo efeito estufa e aquecimento global, poderá provocar a extinção de milhares de espécies animais no planeta. Os animais mais afetados serão aqueles que vivem nas regiões polares, pois este aumento de temperatura provocará derretimento de gelo em grandes proporções, afetando diretamente o habitat destas espécies. Os recifes de corais também serão muito afetados com o aumento da temperatura das águas oceânicas.

Eventualidades Decorrentes das Ações Humanas

Desastre em Mariana: Nem pior, nem melhor que Paris


Lucas Demo, estudante do segundo ano do ensino médio.

Um desastre sem tamanho no estado de Minas Gerais, ocorrido no dia 5 de novembro de 2015, foi sem dúvidas causado pela imprudência humana. Graças a irresponsabilidade da Samarco, que pertence a empresa mundial Vale, infelizmente deixou uma destruição sem tamanho.
Uma barragem de rejeitos de minério em Minas Gerais se rompeu e deixou um mar de lama por onde passou, 4 pessoas ainda estão desaparecidas, e foram confirmadas 15 mortes, a lama chegou a 2,5 m de altura e deixou milhares de pessoas desabrigadas, com as casas destruídas e sem ter até o que vestir.  O rompimento da barragem de Fundão seguiu destruindo o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, e afetando Águas Claras, Ponte do Gama, Paracatu e Pedras, além das cidades de Barra Longa e Rio Doce. Os rejeitos também atingiram dezenas de cidades na Região Leste de Minas Gerais e no Espírito Santo. 
Até que ponto o mundo vai resistir? De um lado imprudência humana causa um dos maiores desastres naturais do mundo,  do outro lado a guerra pelas diferenças entre os seres humanos. Todo o diferente causa repulsa. E as pessoas não estão preparadas pra lidar com o diferente. Nossa sociedade foi produzida em escala industrial, todos devem ser iguais, com comportamentos iguais, com pensamentos e ações iguais sob pena de serem sumariamente excluídos ou "curados". Ser diferente é uma doença, pra quem não sabe lidar. Tudo que podemos fazer é sermos compreensivos e solidários com todos, sem distinguir cor, raça ou religião, façamos o bem, sem olhar a quem. 

Lama no Rio Doce

Lama no Rio Doce: saiba o impacto na vida, na economia e na natureza


Meio Ambiente:
A chegada da lama logo evidenciou seus efeitos na biodiversidade marinha. Segundo o Ibama,três toneladas de peixes mortos já foram recolhidos ao longo do leito do Rio Doce no Espírito Santo, até sexta-feira (27). Somente na foz, foram recolhidos 700 animais no domingo (22) e 170 na segunda-feira (23). 
A região da Foz do rio é berçário natural para muitos animais marinhos, onde há maior reprodução de animais e grande diversidade de espécies. “Há espécies que se reproduzem só ali, como a tartaruga gigante. É um ecossistema frágil e por isso tem que haver medidas mitigadoras para controlar esses danos ambientais”, disse Nery.
Para ele, os efeitos da chegada da lama não devem ficar restritos apenas aos animais diretamente atingidos por ela. “Vamos supor que tenha um peixinho que se alimenta de uma alga que tem esses metais. Um peixe grande vai comer vários peixes pequenos, que comeu várias algas. Como somos os últimos predadores, acumulamos muito mais metais do que os outros. E esses metais pesados podem causar câncer, mal formação…”, falou.


Economia:
Com o mar e o rio cheios de lama, os 68 pescadores cadastrados na Associação de Pescadores de Regência (Asper) estão com seus barcos parados. Para o presidente da associação, uma cena triste de presenciar.
 Para aqueles que exercem alguma outra atividade, além da pesqueira, a insegurança é menor. No entanto, a pesca é o único ganha pão de centenas de pessoas. Segundo a Secretaria de Assistência Social de Linhares, 56 famílias dependem exclusivamente da pesca em Regência. 
Essas famílias estão recebendo o seguro defeso, benefício do Governo Federal, pago aos pescadores nas épocas de reprodução dos peixes. Na região, o defeso vai de 1º de novembro a 28 de fevereiro. No entanto, segundo a prefeitura, novas formas de ajuda, inclusive com a participação da Samarco, estão sendo discutidas.
Além do prejuízo na pesca, a secretaria já prevê a queda no movimento nos balneários em Linhares. Ninguém, entre órgãos, moradores e comerciantes, acredita que a média de 200 mil pessoas que visitam as praias do litoral Norte vá permanecer.


Sociedade:
Além da cor da água, a chegada da onda de rejeitos alterou completamente a rotina de uma população inteira. “Os aspectos abrangem desde as coisas tangíveis, como os danos econômicos, mas também temos a dor emocional, a dor de ver o recurso natural destruído, essas são coisas não tangíveis. Por isso essa é chamada tragédia socioambiental, porque abrange os dois aspectos”, explicou o cientista político Roberto Simões. 
Simões comentou que caso as atividades econômicas fiquem lesadas por muito tempo, a população vai precisar recorrer a outros meios de se manter.
“Eu, sinceramente, só vejo duas opções: ou essas pessoas vão ser sustentadas pela empresa ou vão ter que entrar na Justiça. A sociedade também pode se organizar e fornecer as condições mínimas de vida, mas essa tragédia não é natural, ela é causada por uma empresa, e a sociedade não pode arcar com isso”, disse.
Diante do cenário, a população não vê outra alternativa que não seja se acostumar com uma rotina diferente daquela antes da lama. “Eu e meu irmão gostávamos de pescar, mas agora a gente não pode mais porque essa água está contaminada”, contou uma criança.

Crise hídrica no Brasil

A seca é um fenômeno natural, mas, quando prolongada, causa graves problemas, como os que atingem o sertão. Há relatos de secas nordestinas desde o início da colonização portuguesa. Na estiagem de 1983, 1 milhão de sertanejos se inscreveram no programa de emergência para receber dinheiro para a construção de açudes. Muitos outros emigraram para o Sudeste e engrossaram o trabalho em construtoras e fábricas. A seca do ano passado causou a perda de 18 mil empregos na região.
Para atenuar o problema, o Estado brasileiro desenvolveu, principalmente a partir do século XX, políticas públicas de combate aos efeitos da seca. O primeiro órgão criado foi o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), sob o nome de Inspetoria de Obras Contra as Secas (IOCS), em 1909, e que existe até hoje, vinculado ao Ministério da Integração Nacional. Seu objetivo é executar ações para beneficiar as áreas atingidas e fomentar obras de proteção contra as secas e inundações, como a construção de açudes, que permitem tornar perenes rios intermitentes. Outra ação governamental foi criar uma legislação específica para a região, denominada então de Polígono das Secas, em 1951.

O atual governo federal investiu mais de 20 bilhões de reais em obras de infraestrutura, como os sistemas coletivos de abastecimento de água, adutoras para a distribuição das águas das barragens e as próprias barragens, além da operação de carros-pipa, construção de cisternas e recuperação de poços. Dentre as obras, está a controversa transposição do Rio São Francisco. A previsão de gastos é de 8 bilhões de reais (veja mais na pág. 173). Alguns especialistas afirmam que a construção de poços profundos e de cisternas para a coleta de água da chuva seria uma alternativa mais eficaz e barata para combater a seca. Opositores da obra também argumentam que o projeto não alcançará muitas comunidades e beneficiará principalmente os grandes fazendeiros, além de causar impactos ambientais ainda não bem mensurados no entorno do “Velho Chico”.